Eu nunca imaginei que nossa despedida seria pra sempre
A gente não se dá conta de que pode ser assim, pra sempre, a cada despedida
De que nada é eterno
Não somos, estamos...
Nossa vida no mundo e na vida dos outros é transitória..fugaz
E Você se foi pra sempre
Me deixou sozinha partiu...
Desde então - e lá se vai muito tempo, relativo tempo - tudo o que resta são as lembranças que tornam ainda mais dolorosa a saudade
Pois ela mostra o quanto de ti ainda ressoa aqui...
Mas o tempo, que não foi eterno pra nós - ele nunca é - não fez diminuir a dor de não poder mais estar contigo, de não poder mais ouvir sua voz, ver teu sorriso, rir contigo, brigar contigo...
Este é o lamento de muitas perdas, de todas as ausências, de todos os silêncios;
Dos que foram ceifados abruptamente, por diversas mãos, por mão alguma
E eu fico a colecionar histórias incompletas, a costurar vivências, a esperar que, no final, ao menos essa colcha seja bonita, mesmo com todas os remendos, todas as costuras sem padrão algum, porque sem sentido algum.
A colcha, de retalhos em que costuro, pela vida, as dores de desconstruções, da reconstrução de uma existência que não está em lugar nenhum, porque não precisa estar - porque não estamos, somos!
Precisa ser inteira, colorida, mesmo que cores frias, desbotadas, de dor, decepção, abandono...retalhos tantos costurados a outros de cores quentes, vibrantes do amor, paixão, alegria, amizades, sorrisos, gargalhadas...
Destino que brinca com ausências, partidas e chegadas, daquilo e daqueles que não são eternos, mas sim, inesquecíveis...
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