Pesquisar este blog

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Despedidas


Eu nunca imaginei que nossa despedida seria pra sempre

A gente não se dá conta de que pode ser assim,  pra sempre,  a cada despedida 

De que nada é eterno 
Não somos, estamos...

Nossa vida no mundo e na vida dos outros é transitória..fugaz

E Você se foi pra sempre 
Me deixou sozinha  partiu...

Desde então - e lá se vai muito tempo,  relativo tempo - tudo o que resta são as lembranças que tornam ainda mais dolorosa a saudade

Pois ela mostra o quanto de ti ainda ressoa aqui...

Mas o tempo, que não foi eterno pra nós - ele nunca é - não fez diminuir a dor de não poder mais estar contigo, de não poder mais ouvir sua voz, ver teu sorriso, rir contigo, brigar contigo...

Este é o lamento de muitas perdas, de todas as ausências, de todos os silêncios;

Dos que foram ceifados abruptamente, por diversas mãos, por mão alguma 

E eu fico a colecionar histórias incompletas, a costurar vivências, a esperar que, no final,  ao menos essa colcha seja bonita, mesmo com todas os remendos, todas as costuras  sem padrão algum, porque sem sentido algum.

A colcha, de retalhos em que costuro,  pela vida, as dores de desconstruções, da  reconstrução de uma existência que não está em lugar nenhum,  porque não precisa estar - porque não estamos,  somos!

Precisa ser inteira, colorida, mesmo que cores frias, desbotadas, de dor, decepção, abandono...retalhos tantos costurados a  outros de cores quentes, vibrantes do amor, paixão, alegria, amizades, sorrisos, gargalhadas...

Destino que brinca com ausências, partidas e chegadas, daquilo e daqueles que não são eternos, mas sim,  inesquecíveis...

Nenhum comentário:

Postar um comentário