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sexta-feira, 30 de setembro de 2011

"O cidadão norte-americano desperta num leito construído segundo padrão originário do oriente próximo, mas modificado na Europa Setrentional, antes de ser transmitido à América.

Sai debaixo de cobertas feitas de algodão cuja planta se tornou domestica na Índia; ou de um linho de lã de carneiro, um e outro domesticado no oriente próximo; ou de seda, cujo emprego foi descoberto na china(...).

Ao levantar da cama faz uso dos ”mocasins” que foram inventados pelos índios das florestas do leste dos Estados Unidos e entra no quarto de banho cujos aparelhos são uma mistura de invenções européias e norte-americanas, umas e outras recentes.

Tira o pijama, que é um vestiário inventado na Índia e lava-se com sabão que foi inventado pelos antigos gauleses, faz a barba que é um rito masoquistico que parece provir dos sumerianos ou antgo Egito.

Voltando ao quarto, o cidadão toma as roupas que estão sobre uma cadeira do tipo europeu meridional e veste-se. As peças de seu vestiário têm a forma das veste de pele originais dos nômades das estepes asiáticas; seus sapatos são feitos de peles curtidas por um processo inventado no antigo Egito e cortados segundo um padrão provenientes das civilizações clássicas do Mediterrâneo; a tira de pano de cores vivas que amarra ao pescoço é sobrevivência dos xales usados nos ombros pelos os croatas do século XVII.

Antes de tomar seu breakfest ele olha a rua através da vidraça feita de vidro inventado no Egito(...). De caminho para o breakfest, pára para comprar um jornal, pagando-o com moedas, invenção da Líbia antiga. No restaurante, toda uma série de elementos tomados de empréstimos o espera. O prato é feito de uma espécie cerâmica invetada na china. A faca é de aço liga feita pela primeira vez na Índia do Sul(...).

Começa seu breakfest com uma laranja vinda do Mediterrâneo Oriental, melão da pérsia, ou talvez uma fatia de melancia africana, toma café planta abissínia com nata e açúcar. A domestificação do gado bovino e a idéia de aproveitar o leite são originários do oriente próximo, ao passo que o açúcar foi feito pela primeira vez na Índia(...)

Acabando de comer, nosso amigo se recosta para fumar, hábito implantado pelos os índios americanos e que consome uma planta originária do Brasil; fuma cachimbo, que procede dos índios da Virginia, ou cigarro, proveniente do México se for fumante valente pode ser que fume mesmo um charuto, transmitido à América do Norte pelas Antilhas, por intermédio da Espanha.

Enquanto fuma, lê noticias do dia, impressas em caracteres inventado pelos os antigos semitas, em material inventado na China e por um processo inventado na Alemanha.

Ao inteirar-se das narrativas dos problemas estrangeiros, se for bom cidadão conservador, agradecerá a uma divindade hebraica, numa língua indo-européia, o fato de ser cem por cento americano".
(Ralph LintonapudLaraia, 1932, p.107-108)